domingo, 28 de setembro de 2008

:: Na ponta da pedra


Lá do alto...
Do alto da ponta da pedra


Eis meu salto
Meu medo concentrado
A emoção, e as batidas rápidas do coração



Seca-se a boca
Dilatam-se as pupilas
Treme-se as bases


Do alto, a queda...
Do alto da ponta da pedra
A queda...



Lá embaixo, o lago tranquilo...
Um monte de tranquilidade...
Desequilíbrio, vertigem!



Eu paro, olho e não penso
Um não a razão!



Já saltei?
Já saltei...
Já saltei!


A queda é a certeza da emoção
O medo se contorce na queda


Atinjo o lago, o medo se foi
Mas o coração contínua a bater
Estou vivo, mais vivo do que nunca!



E só tenho a aguá que me molha o corpo
E a certeza de outro salto, louco!

Nenhum comentário: