segunda-feira, 27 de outubro de 2008

:: Análise


Análise

Acho que não gosto do meu trabalho
Acho que não gosto de computadores
Acho que não gosto de ações de marketing
Acho que não gosto de pagamentos
Acho que não gosto de teclados
Acho que não gosto de espaços
Acho que não gosto de fechado
Acho que não gosto de ser chefiado
Acho que não gosto de nada disso


Seria a atitude certa mandar todas essas coisas pros ares?
Mandar um vai se fuder, até nunca mais!


Essa vida começa a me atormentar, começa a me encher o saco
Começa a consumir minha alma, minha vida, começa a me desmerecer
Cheia de artificialidades e picuinhas
Cheia de cobranças, urgências e prazos
Na boa, acho que não fui feito pra nada disso
Não fui feito pra essa correria
Não fui feito pra coisas frias.

domingo, 26 de outubro de 2008

Flâneur


Flâneur, diga-me, por onde andas?
Disseram-me que ainda vive dos cadeados... assim como eu.

Aconselho-te os ventos, o perigoso e o merecido desconhecido. Vai embora daí! antes que suguem tuas gigantescas asas. Em solo se arrasta.

Flâneur, albatroz que é.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

:: Contexto

Nasceu no contexto errado, na hora errada e no lugar errado
Nasceu no tempo errado

Chorou quando veio ao erro,
Chorou quando veio ao mundo. Mundo errado.

Era errado, mas insistiu no próprio acerto
Tomou tudo aquilo como verdade

Nasceu no mundo certo
Certo de erros e contradições

Ao final de tudo ordenou aos escrivões da sua lápide:

"Mundo, é uma pena ter de deixá-lo, nos vemos em Nunca Mais".

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

:: Saco Cheio

Se o saco reamente ficasse cheio
Aqui no trabalho ninguém andaria mais


O saco estaria pesado por demais

Essas pessoas dormiriam nos próprios sacos
Conversariam sentadas nos seus sacos
Comeriam e reclamariam em cima dos seus sacos cheios

Alguns sacos seriam tão grandiosos que sufocariam outros sacos
Já outros sacos de tão pesados mudariam a rotação da Terra
E outros se tornariam novas Terras, novos planetas.


Talvez eu viva num Planeta do Saco Cheio
E nem me avisaram...


Mas nossa sorte é que a natureza é sabia!



O saco tá sempre cheio mas não ocupa espaço
O saco tá sempre cheio e nós mesmos enchemos esse saco de saco cheio


Quer saber?
TO DE SACO CHEIO!
E este deve pesar lá suas 300 toneladas...

Logo menos eu crio meu "Maravilhoso Mundo do Saco Cheio"!
Tu quer morar nele?
Ou já tem o seu???

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sonh...ar......

Sonhar


Sonhar... o poder dos meus sonhos
Tão fantásticos, tão incríveis mas ao mesmo tempo tão possíveis
Viver o sonho, respirar o sonho, eis a chave da minha insensatez.

Sonhar sempre e viver nos meus sonhos,

Sonho real, palpável fora da mente e dentro do coração.

Eu já não sonho eu SOU o sonho.
Permita-se sonhar.
Permita-se acreditar.

:: Grilhoes, Liberdad`s


Grilhões, Liberdad`s





Eu se dissesse que antes mesmo de nascer
Antes de respirar o primeiro ar deste mundo
Tua prisão já estava forjada
Com os valores mais nobres
Com as intenções mais lindas
Com os pensamentos mais cautelosos

E se disseste que um tal de Richar`s John Lemerrieré resumiu tuas vontades
tão pessoais.
Antes mesmo de lhe cairem as primeiras lágrimas neste mundo
Antes mesmo de abrir teus olhos
Antes mesmo de experimentar o leite
Antes mesmo de teus próprios pais mamarem no peito das amas...
Cá estavam os mandarins ta tua vida e da tua lógica.

E tua rebeldia cessaria nos teus primeiros anos
Não faças birra pequeno príncipe! assim falaram os mais velhos...
Não faças, não tente, não construa caminhos... teu caminho tão pessoal...


Apenas aja conforme a nossa vontade
E então trabalhe pela nossa vontade
Forja também a prisão dos teus filhos


Somos eternos e avantes!


Acomedido de qual loucura aceitaria tamanhas atrocidades?

Quem são os mandantes deste terrível crime? Sacrificadores insanos das almas!

Cale a boca!
Tudo não passa de um sonho mesquinho e ultrajante a perfeita raça humana.

Não jogarei pérolas aos porcos
Mas insisto em abrir tuas pálpebras, pesadas de anos do mais profundo
sono, pesadelo.


Resistirias a luz dos olofotes?
Resistirias ao calor do fogo?
Tu és ,alma insolente, capaz de rejeitar as imposições dos guardas? dos
carrascos invisíveis?

Como seria sair das sombras e quebrar teus grilhões?
Rastejaria para fora em um impulso desvairado?


Provarias do mel puro da abelha rainha?
Voaria por céus brilhantes e brisas amenas?
Fugiria com teu amor ao paraíso perdido?

Correria dos porcos e os caçaria depois?
Subiria no galho daquela árvore?
No cume daquela montanha?
Calculária a insanidade dos teus prazeres?

Não... tu és apenas capaz da leitura
Não passas do pior dos enjaulados
Não passas do covarde mais acovardado!

Tua forte mandíbula não cerra a seda mais macia
Tu não passas de um leitor, e nada mais.

Quer me provar o contrário?
Dê-me esse deleite! é tudo que peço.