
Grilhões, Liberdad`s
Eu se dissesse que antes mesmo de nascer
Antes de respirar o primeiro ar deste mundo
Tua prisão já estava forjada
Com os valores mais nobres
Com as intenções mais lindas
Com os pensamentos mais cautelosos
E se disseste que um tal de Richar`s John Lemerrieré resumiu tuas vontades
tão pessoais.
Antes mesmo de lhe cairem as primeiras lágrimas neste mundo
Antes mesmo de abrir teus olhos
Antes mesmo de experimentar o leite
Antes mesmo de teus próprios pais mamarem no peito das amas...
Cá estavam os mandarins ta tua vida e da tua lógica.
E tua rebeldia cessaria nos teus primeiros anos
Não faças birra pequeno príncipe! assim falaram os mais velhos...
Não faças, não tente, não construa caminhos... teu caminho tão pessoal...
Apenas aja conforme a nossa vontade
E então trabalhe pela nossa vontade
Forja também a prisão dos teus filhos
Somos eternos e avantes!
Acomedido de qual loucura aceitaria tamanhas atrocidades?
Quem são os mandantes deste terrível crime? Sacrificadores insanos das almas!
Cale a boca!
Tudo não passa de um sonho mesquinho e ultrajante a perfeita raça humana.
Não jogarei pérolas aos porcos
Mas insisto em abrir tuas pálpebras, pesadas de anos do mais profundo
sono, pesadelo.
Resistirias a luz dos olofotes?
Resistirias ao calor do fogo?
Tu és ,alma insolente, capaz de rejeitar as imposições dos guardas? dos
carrascos invisíveis?
Como seria sair das sombras e quebrar teus grilhões?
Rastejaria para fora em um impulso desvairado?
Provarias do mel puro da abelha rainha?
Voaria por céus brilhantes e brisas amenas?
Fugiria com teu amor ao paraíso perdido?
Correria dos porcos e os caçaria depois?
Subiria no galho daquela árvore?
No cume daquela montanha?
Calculária a insanidade dos teus prazeres?
Não... tu és apenas capaz da leitura
Não passas do pior dos enjaulados
Não passas do covarde mais acovardado!
Tua forte mandíbula não cerra a seda mais macia
Tu não passas de um leitor, e nada mais.
Quer me provar o contrário?
Dê-me esse deleite! é tudo que peço.

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