Por que não fui condenado?
Por que os juízes não me puniram?
Por que os deuses não me acusaram?
Sim! Fui condenado a liberdade
A única liberdade que recusaria ter
A liberdade do coração
Ontem, hoje... amanhã?
Sem essa doce escravidão
Vivo os dias longe do cárcere
Solto, só.
Em minha amarga liberdade
Em minha amarga solidão.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
:: nn
Se não pude te beijar
Se não pude te tocar
Se não pude voar até aí...
Deixa ao menos me iludir
Longe de ti.
Parto, sem ao menos saber se poderia dar certo.
Eu não queria partir.
Se não pude te tocar
Se não pude voar até aí...
Deixa ao menos me iludir
Longe de ti.
Parto, sem ao menos saber se poderia dar certo.
Eu não queria partir.
:: Bora dormir
:: Outra semana
Só
Só, calado.
Um mar de solidão
Vazio, sem motivo.
Tanto faz
Tudo é cinza
Ela se foi,
Nem mesmo veio.
Tudo é cinza.
Um mar de solidão
Vazio, sem motivo.
Tanto faz
Tudo é cinza
Ela se foi,
Nem mesmo veio.
Tudo é cinza.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
:: Angústia
terça-feira, 18 de novembro de 2008
:: Sim ou não?

Chega uma hora que é a hora de decidir
Chega um momento que precisamos optar
Optar pelo sim ou pelo não
Definitivo.
Optar pelo certo ou pelo incerto
Chega uma hora que é hora de recolher a âncora
Partir do porto seguro e enfrentar o mar
Chega uma hora que as velas do barco querem lamber os ventos
As gaivotas convidam o aventureiro
Cabe ao aventureiro decidir
Um marujo que reclama emoção sem parar
Dentro do peito arranca o medo
Mas trás novo medo
Contradição.
Chega uma hora que é hora de decidir
Ouvir o marujo ou abortar a missão?
Cabe a mim decidir
Ouvir o marujo ou não?
O marujo ousado, o coração.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
:: O homem condensado

O homem condensado
Em uma lata hermética, sem luz,
Sem poder esticar as pernas, ou olhar para o lado
Não tinha lugar nem pra crescer os cabelos,
O movimento era pequeno, controlado
Mas dentro do espaço criou uma navalha afiada
E deu a ela o nome Ciência, Razão.
Em milênios cortou aquela tampa pesada
E muitos morreram na colossau empreitada
Um trabalho, digno de gigantes, destruir ciclópes e angariar amantes
Ao sair, o destemido, surrado, pode então se questionar:
Como consegui tanto tempo condensado, parado neste minúsculo lugar?
Sim! afirmava com os olhos
Eu era um macaco!
E aquela alegria contagiante
Em pouco tempo deu lugar a uma nova angústia
Lágrimas corriam em seu semblante
Pobre homem…
Ao olhar para o lado se deu conta
Estava em outra lata, maior e mais espessa que a outra
Transtornado só pode ouvir uma voz de fundo
Que em gargalhadas soprava:
Prepara-te ser pequeno, constrói outra navalha!
http://www.youtube.com/watch?v=SpnvucCF-Io
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
˜ A Espada e o Coração
Aperta o peito contra a espada
Escorre o sangue contra a arma
Sinta a ponta, aos poucos, tocar o coração...
Agora beija os lábios dela, sem qualquer moderação.
Escorre o sangue contra a arma
Sinta a ponta, aos poucos, tocar o coração...
Agora beija os lábios dela, sem qualquer moderação.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
:: Emplasto Makibaster

Indagação as supremacias
Superação do próprio ser
Queimar-se nas próprias cinzas
Crer.
O atributo da alma é o tributo da carne
Quente, rente, fervilhante.
Longe do desmerecido, próximo ao desconhecido
Enfurecido, brilhante!
Estourar a campainha, extrair a ampulheta
Escalar os meus hospícios
E encarar os precipícios
Sinta o perfume das asas, cuidado ao se debruçar!
Veja! lá embaixo... contemple as alturas!
Um ser humano pode voar!
sábado, 1 de novembro de 2008
:: Criançar

Perderam aquelas crianças
Que antes habitavaM suas almas
Hoje não acreditam em muitas coisas
Acreditam no reto e inflexível
Quebraram-se os galhos, mataram os acontecimentos
Lamentavelmente apenas bebem, perderam suas crianças.
E o que fazer de mim?
A gangorra pende de um lado
Virei o vento das folhas
O ninho inabitado
Com quem brincar?
Sorte a minha criança!
Invento personagens
Personagens de mim mesmo
Estes que sabem brincar
De acreditar, de ser feliz
Vou voar por aí, brincando de sonhos e mundos impossíveis
A criança em mim não morre
Insiste em me conquistar.
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