terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz 2009!

Mais um ano chega ao fim, deixo a mensagem que escrevi no meu caderno num dia tenso de trabalho:



"Falta coragem no espírito humano. Mas, ao beijar tua coragem entenderás o quão absurdos foram teus maiores medos".
01/10/08



FELIZ 2009 A TODOS!!!
Liguei o ventilador, fiz de propósito só pra você sentir frio, fiz tudo de propósito, pra arrepiar sua pele, só liguei o ventilador pro vento tocar sua pele, fiz de propósito pra você se aproximar do meu corpo, sentir o calor do amor. Esqueça a briga de ontem, você precisa de mim, eu precisei ligar o ventilador.
Tudo pelo amor, eu ligo o ventilador... e você vem pra perto de mim, sem fim.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

teses...

Se na calada da noite, assim por acaso você despertar é porque em tese sonhou comigo, lindo. Em tese... você é linda.
Quer confirmar na prática?
Praticidade, em tese é melhor que as teses.
Confirma?!
Vem cá, se aproxime um tanto mais, me diga, me olha nos olhos, desvia o olhar, olha de novo, confundo sua mente? Mas que anjo é esse?
Encosto minha pele, eu toco. Não viro abóbora, não sou de marfim.
Sou um homem um tanto humano demais.
Sou ser.
Sou, um tanto demais...
Vim lhe arrancar teus desejos, profundos, sensíveis despertos perto de mim. Vim te tirar uma venda, te encostar contra a parede, mas não quero que me fale nada. Quero que se aproxime... devagarinho... agora desperta o desejo em mim...

Bombas de efeito moral

Bombas de efeito moral. Em teu rosto correm os desejos de um animal. Anda de quatro pedindo por mim, eu curto você assim... visão delicada de duas montanhas, te corto o cordão umbilical. Aos 23 te faço mulher. Mas continuo esse menino explodindo BOoooOM! boooOOOoOmbas de efeito moral,...,....''''..'.'*****^^`

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Sucrilhos

Vai nessa
Faz cerão
Finge que foi tudo em vão
Vai pensando... ultima bolacha do pacote?
O pacote é buraco sem fim
E dentro desse buraco, quantas bolachas não querem meu fim?
Enfim, tu tá longe de ser a última, quiça, concordo, pode ser a única.
Quando tu pensa que tá me enrolando
Eu já te dei a volta, roubo um beijo e te espanto!
Ah vai que te vi meio bem-te-vi. Vai que não vai, finge que não me quer, não me engana eu sei que tu é minha, menina-mulher.

acorda!

Vivia angustiado, meio queto, calado. Vivia de não viver, não tinha poder.
Não vivia, existia. Olhava ele e tinha vontade de dar um chute naquela bunda, acorda filha da puta!

ela da balada incerta

Faz biquin, nesse estilim
Joga os cabelos... cheirosos, sedosos, sinuosos...
Traga a fumaça e solta pro alto
Olha pro lado, pisca tranquila...
Beira a princesa dos contos de fadas
Falta apenas o sapatin de cristal
Olha pra mim, eu sou o cara que procurava.
Só não tenho o título de príncipe, não vim da nobreza
Mas sou homem, de puras destrezas.
São 4 horas da manhã, não consigo dormir cedo. Cedo é cedo demais. Pra trabalhar prefiro a noite, prefiro ouvir o ronco do que roncar, prefiro ouvir o pernilongo e poder vê-lo me picando, dou-lhe uma bordoada! Num tô roncando... num vacila Sr. Pernilongo!
A madrugada é como uma linda calada, é tímida mas envolve a alma de qualquer passante, a noite é mistério, é garoa calada. E na calada da madruga que me envolvo com essa linda atimidada.

Mas que perde o juízo, quando eu resolvo provoca-la.

Cena I - da mesa de bar

Impacto, dois mundos, duas vidas, possibilidades infinitas. Por um único detalhe tomou a razão da emoção, virou-se na frente da mesa do bar, sorriu, mandou a timidez as putas que pariu! Chegou, colou, conversou estilo vai e vem, sorrisos, um copo de cerveja nuclerar, uma explosão atômica das bolhas do copo do bar. O beijo das Histórias, da nação. O casou se formou, completou, ali surgiu uma nova paixão.
Calculo que me animo ao passar do bandido, aos beijos quentes, ao sussurro no pé do ouvido, suspiro aos poucos... percebe que sou o bandido? e você é a vítima, ladrão, bandido! roubei teu coração, já era, se apaixonou.

Natalinius

Dingou Bel, feliz natal!
Um brinde ao Mister Papai Noel
Champanhe, papel
Risadas, abraços cruzados
Presentes, recentes, decentes, ausentes
O mundo contente
Papai Noel existe?
Champanhe papel
Um brinde a rolha e o céu.
E o treno passa enquanto todos se abraçam.
Eu vi, disse o menino, eu vi Papai Noel!

Lança chamas

História traçada antes inata, lançada a fornalha. Insiste, progride, assiste, persiste. Encerra a derrota, avança e lança chamas. Perde medo, conquista coragem. Esconde o escudo, saca a espada da baia cansada. Beija o coração, não chora em vão. Traça traçada, História desnata. Vivida, sentida, feliz conquista o peito da imperatriz, menina.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Diário matutino

Sobre um contexto dado como íncrível, a acentuação correta da palavra já não me importa, lanço meus pares de asas ao belo mundo, mundo belo.
Distorço a ampulheta do querer, torno real cada segundo, cada titubear, cada olhar atravessado, a própria paisagem diz muito que nada diz. Considero o chacoalhar das rabiolas nos fios de energia, uma sinfonia de Wagner, o passar acelerado de uma mosca branca no sopro do saxofonista, negro. As nuvens entrelaçadas em suas próprias paixões, o avião cruza o céu nublado e belo, como que denunciando as lágrimas de netuno, que não pode alcançar sua estrela-sol. Agora o barulho dos talheres, o arroz e o feijão, um teco de bife do seu coração. Por fim a liberdade eterna que sinto dentro de mim.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Noite passada

Ontem sai mais uma vez de balada, fumei, bebi, dancei, me diverti. As vezes eu me pego pensando no poder da amizade, verdadeira, eterna. Ultimamente penso muito nos meus amigos,(talvez pq eu esteja partindo) tive a sorte de ter amigos fiéis, mesmo quando estive ausente deles... Pois a verdadeira amizade sobrevivi as tempestades da vida, num barquinho em alto mar quando a tormenta se passa, olhamos nos olhos dos amigos e vemos a nossa própria vida, sorrimos e sentimos a presença de Deus e a aventura vivida.
Eu não existiria sem eles. Desde criança continuam do meu lado, eles gostam de mim e eu simplesmente gosto deles. São mais que irmãos, são parte de mim e eu guardo todos no meu coração, pra sempre, numa chave de vidro.

Não citarei nomes, nem preciso.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O ato de agir


Quantas vezes ouvi na minha vida : "decide logo", ou "você é um cara muito indeciso", outras vezes me chamavam de "louco"... Hoje está claro pra mim que era MUITO indeciso em relação a vida. Ficava pensando e pensando enquanto o tempo ia passando e passando... sim eu era um louco, aprisionado em uma vida que não queria viver. Hoje sou "louco" pela liberdade, minha liberdade de fazer o que quero. De tomar banho de chuva, de viajar pra longe rumo ao mar, ao sabor dos ventos, de sentir a brisa em um por do sol dourando minha face, de tomar água de cocu na praia e quem sabe vender cocu na praia (hehehe). O mundo é incerto, mas certo de vida. To indo encontrar pessoas, longe dessa cidade cinza e de concreto (mas que jamais deixarei de amar). Ontem voltando de uma festa, decidi ir correndo, nada de taxi ou busão, decidi usar minhas pernas, foi a melhor corrida da minha vida, a cidade calada, os carros passavam de vez em quando (quase não passavam), não tinha trânsito, busina, e o cheiro da poluição. Eu de camisa, jeans e cabelo molhado, correndo pela cidade (foi a primeira vez que fiz amor com São Paulo). Foi quando descobri que no silêncio de uma noite tranquila encontramos nossos amores.

Agora estou partindo, mas volto e parto de novo. Estou indo pra longe, bem longe desse lugar, mas perto de uma nova cidade um tanto diferente dessa, mas com seres humanos. O humano precisa de humano, precisa tocar, conversar, olho no olho, ser sincero (tudo bem, as vezes não muito). O SER precisa se relacionar, e não ficar somente nas telas do computador.


Por isso, quando uma voz vinda do seu coração disser pra você partir, parta. Seja pra conquistar uma nova namorada, um novo emprego, um novo estilo de vida, ou qualquer coisa que disser o seu coração. Mas aprenda a agir, a conquistar e tornar os sonhos reias, em vida. Nem que para isso precisemos passar algumas dificuldades, pois eu aprendi que nas dificuldades da vida APRENDEMOS.

O que não pode é ficar parado com medo de ser feliz, com medo de arriscar, com medo de viver.

O único conselho que posso dar nessa vida é:


SEJA FELIZ!!!!

E não se importe com o que os outros digam, se te acham louco, ria por ser um louco feliz!


:: makibaster

sábado, 13 de dezembro de 2008

Cometa Baden Baden

Um cometa Baden Baden passou por aqui
Viajou por duas, três ou centésimas galaxias
Aqui deparou, olhou pra baixo e constatou
Tolos, palhaços, que riem dos próprios andares

Passa rápido Sr. Palhaço!
Tá na hora e vai te atrasar
Levar bronca do chefe
Entrar na internet, enrolar um poquito
Enrola enquanto desaba o mundo

Mas tem um cometita Baden Baden
Dentro do seu coração
E ele diz assim, bora embarcar via Halen
Todos, livres em Baden Baden.

Deu tempo!

Liberte-se dos cadeados
Não percebe, já estão velhos por demais!
Não prendem nem uma formiguinha
Quiça um albatroz.
Não tem segredo, 1, dos já era.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mas não é isso o que quero
Calma Guilherme, concentra
Escreve, defere os golpes no cadeado

Mas a escrita hoje não passa de ilusão
Já não quero escrever eu quero morrer
E nascer de novo
Na mesma pele, no mesmo osso, na mesma idade
No mesmo coração

Eu quero estipular e não deixar-me levar
Eu quero as rédeas envoltas na palma da mão

Eu quero entortar a colher
Trilhar o caminho
Burlar a embarcação

Eu quero querer
Num rio diferente
Longe das mentiras
Dessa sociedade maldita
Cortar a linha reta, por mim não escolhida


Cortar
Morrer
Nascer
Viver.

Antes que eu viva assim
Uma amarga ilusão.

:: Ao sabor dos ventos

Veste a camisa retirante
Pega a estrada rumo a amante
Contrai a doença do querer
Distrai o populacho no adormecer
Comporta-se como um deportado
Retira a dúvida e opte pelo palpite:
Tudo ou nada?

Já se pode escolher
Deixar o temer.


O sono ainda te distrai
Eu vejo ao nascer do dia os teus temidos bocejos
Mais um domingo cinzento?
Ou um novo dia
Ao sabor dos ventos?

sábado, 6 de dezembro de 2008

:: Desce redondo

Essa indústria fajuta
Esse ópio do povo
Essa arte de não fazer pensar

Liga a TV e se deixa levar
Pão e circo, seu palhaço cretino

E te pagam uma merreca
Sugam do catarro mais profundo
E te lançam na face
No semblante do bobo da corte
Agora sorria sem piscar

Um jogo de cores
Uma propaganda feliz
Os velhos sorriem, as crianças também
Sorrisos, encantos...
Que mundo é esse?


Ou sou eu que vivo em outro lugar?

:: Drogaria, vida

Cheira o pó
Fuma a erva
Bebe nas esquinas de bar


Tua ligação é fugir de si mesmo
Porque se deixar levar?
Fora de ti é mais inconsistente e suportável

Abre a carreira
Bola o cigarro
Bebe e esquece

E por momentos deixa a alma voar
Sinta o corpo adormecido
As raízes da terra visível descolar
O caule flui, o sangue corre melhor
Em veias estreitas, estradas sinuosas
Tua história dá vontade de contar
Então cheira, toma, bebe e fuma
Alimenta tuas viagens
Alimenta sem sair do lugar.

:: Raso pessimismo

Passos sem rastros
Beijos vazios
Promessas deixadas de lado...
Anseios sem meios, realidades indesejáveis, concretas, frias.
Paredes intransponíveis.

Outra noite desprende da sua vida
Sem teto, sem rumo, sem esperança.
Tanto faz se quebrar o prato ou entortar o talher
A comida estará sempre fria, insossa e paga com a vida,
A vista e aos juros da morte.


Espere um novo dia, olha pro espelho, encara tuas pupilas
Levanta com vontade de dormir tudo de novo.
Quem sabe, ao abrir tua janela, as casas já não estejam lá...
Os edificíos e os tijolos e as ranhuras na parede... o papagaio deixou de cantar?
Nada esteja lá.

Quem sabe um novo mundo se abre.
Até onde sua vista alcançar.

Não! Esbraveja o despertador
Tua doce ilusão
Acorda! Vai trabalhar e faz tudo de novo
E de novo, sua maquininha de calcular
Levanta com essa cara de bunda
Essa face atormentada
Essa vontade de desaparecer
De esquecer de si mesmo, sem lembranças qualquer.

Mas alimenta tuas esperanças...
Pra sucumbi-las novamente.


Tua mente cria estratégias
Pra tentar te deixar suportar
Tua mente cria castelos de areia
E permite adornar
Mas não tarda a tormenta te lembra:
È assim, como sempre foi, assim será.
E lá vem ela...
E destrói a onda do mar.


Esse castelinho fajuto.

Como ousas fazê-lo voar?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Cara ou coroa?

A maior bomba do meu viver
É a bomba do poder escolher
Tantas são as opções
Que vivo indeciso com as opiniãos.

Ontem mesmo parei a escolher
E parado não pude prever
O que seria o melhor pra mim
Nessa estrada de vida com fim.

Escolho pela razão?
Ou me deixo pela emoção?
A escolha é o livre-arbítrio
Num mundo de mundo infinito.

Tempos, dois

Existem dois tempos nesse mundo:
O que corrói e destrói
E o que engradece e enobrece
Ambos os tempos são sinceros.

Agora, cabe a sinceridade consigo mesmo:
Em qual tempo você vive?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Mariposa

Mariposa, entrou pela janela
Rasa voa, atrapalha a solidão dos tripulantes
No onibus tarde da noite e os olhos caídos
Na busca pelo lar, no chacoalhar dos travesseiros improvisados
Cruza a cidade, silenciosa...
Mariposa voa...

Tão grande e bela mariposa
Não é morcego nem borboleta
Busca abrigo nos corações silenciosos
Os olhares agora inquietos te observam
Todos eles, mariposa...
Todas as pessoas mariposa...
Voa... voa...


Permite retirar a quietude dessas pessoas
E quem sabe mariposa...
Teu voar de voa voa permite ainda uma conversa
No susto daquela morena bela
Eu finjo que te espanto, pra puxar assunto com ela...
Voa pra cá mariposa, voa!
Ou nunca mais vejo essa morena bela

Voa mariposa, o destino de dois corações
Depende de ti, voa!!!