Essa indústria fajuta
Esse ópio do povo
Essa arte de não fazer pensar
Liga a TV e se deixa levar
Pão e circo, seu palhaço cretino
E te pagam uma merreca
Sugam do catarro mais profundo
E te lançam na face
No semblante do bobo da corte
Agora sorria sem piscar
Um jogo de cores
Uma propaganda feliz
Os velhos sorriem, as crianças também
Sorrisos, encantos...
Que mundo é esse?
Ou sou eu que vivo em outro lugar?
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