segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Diário matutino

Sobre um contexto dado como íncrível, a acentuação correta da palavra já não me importa, lanço meus pares de asas ao belo mundo, mundo belo.
Distorço a ampulheta do querer, torno real cada segundo, cada titubear, cada olhar atravessado, a própria paisagem diz muito que nada diz. Considero o chacoalhar das rabiolas nos fios de energia, uma sinfonia de Wagner, o passar acelerado de uma mosca branca no sopro do saxofonista, negro. As nuvens entrelaçadas em suas próprias paixões, o avião cruza o céu nublado e belo, como que denunciando as lágrimas de netuno, que não pode alcançar sua estrela-sol. Agora o barulho dos talheres, o arroz e o feijão, um teco de bife do seu coração. Por fim a liberdade eterna que sinto dentro de mim.

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