segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Mariposa

Mariposa, entrou pela janela
Rasa voa, atrapalha a solidão dos tripulantes
No onibus tarde da noite e os olhos caídos
Na busca pelo lar, no chacoalhar dos travesseiros improvisados
Cruza a cidade, silenciosa...
Mariposa voa...

Tão grande e bela mariposa
Não é morcego nem borboleta
Busca abrigo nos corações silenciosos
Os olhares agora inquietos te observam
Todos eles, mariposa...
Todas as pessoas mariposa...
Voa... voa...


Permite retirar a quietude dessas pessoas
E quem sabe mariposa...
Teu voar de voa voa permite ainda uma conversa
No susto daquela morena bela
Eu finjo que te espanto, pra puxar assunto com ela...
Voa pra cá mariposa, voa!
Ou nunca mais vejo essa morena bela

Voa mariposa, o destino de dois corações
Depende de ti, voa!!!

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