Mas não é isso o que quero
Calma Guilherme, concentra
Escreve, defere os golpes no cadeado
Mas a escrita hoje não passa de ilusão
Já não quero escrever eu quero morrer
E nascer de novo
Na mesma pele, no mesmo osso, na mesma idade
No mesmo coração
Eu quero estipular e não deixar-me levar
Eu quero as rédeas envoltas na palma da mão
Eu quero entortar a colher
Trilhar o caminho
Burlar a embarcação
Eu quero querer
Num rio diferente
Longe das mentiras
Dessa sociedade maldita
Cortar a linha reta, por mim não escolhida
Cortar
Morrer
Nascer
Viver.
Antes que eu viva assim
Uma amarga ilusão.
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