domingo, 29 de novembro de 2009

Auto-retrato com máscaras

O espaço é frágil, solúvel, delicadamente robusto, esbelto, cheio de cores e estilos... mas profundamente caem as máscaras, os sorrisos, os disfarces.
Tudo é cuidadosamente aparente para se formar maquiagem, conceitos... na linguagem é tudo marketing, é tudo sólido, por trás, água salgada que corre do olho, problemas... e quem sabe encontram-se soluções... Encontram-se, sim, mas perdem-se mais.

As vezes sinto vontade de rir, porque sinto que no fundo é tudo piada, é acreditar no disfarce. E de leve, sorrio, por dentro gargalho, porque bem sei que no fundo tudo é máscara, é saudade do útero, do abstrato, do insolúvel. É tudo saudade, de um tempo que não foi, não passou, não chegou. É tempo de tempo algum, que ainda acreditamos que há de chegar.

Pois que me caem os difarces. Sei que caem.
E por mais que tente acreditar, sempre cai... mas com outra máscara posta cuidadosamente em seu lugar.

domingo, 10 de maio de 2009


Mais uma promessa que se transfere em dívida, corroida pela vida corrida. Manhã ensolarada sem nada pra concretizar, o calor queima a telha do lar e meu amor se desfaz em segundos, permaneço imune as nuvens que ensaiam caricaturas logo perdidas. Durmo tarde, acordo tarde demais, insisto em calar o despertador, meus sonhos tendem a me anesteziar. Ao depertar olho pro espelho com qualquer cara menos a minha, queria dormir tudo de novo ou quem sabe tomar um banho frio e poder mudar o resto do dia...
Desejo, assopro a vela perdida...
A diferença esta nessa tarde perdida, ensolarada, que logo se desfaz em mais um dia qualquer, pendurado, no pêndulo da vida.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Cotidiano

Quantos corpos percorrem o corredor vazio
Piscam, velozes se constorcem
Correm pro lado de cá
Nas baias incubidos a trabalhar
Esquecem dos amores e desastres
Das contas atrasadas a pagar.

Sem piscar,
Olham atentos a tela do computador
E-mails, reuniões, telefonemas, solicitações...
O café os ajuda a focar.

Mas na janela, do outro lado de lá...
O sol sozinho insiste em brilhar
O campo tranquilo
A praia deserta
As gaivotas a voar...

Enquanto aqui as gotas do céu nublado caem
São lágrimas,
E insistem em nos avisar:
Ja é tarde e mais um dia vai se apagar.


http://www.youtube.com/watch?v=BOcEYc7DIBI

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ser

Até onde eu posso chegar?
Ao extremo da dor, ao extremo do amor?

Até quando posso obedecer?
Viver de migalhas sorrir para crer?

Mas em quem posso acreditar?
Se tudo rui, o pedaço me fez...

Num castelo de areia eu construo meu mar
De tudo em vão destrói meu ser.

Dormir

Dormi sem pensar em nada
Sem tirar a meia ou coçar o nariz
Dormi sem ser feliz
Sem sentir angustias ou beijar a liz


Dormi sem ter sonho algum
Sem sonhar com nada ou viver em vão


Dormi no travesseiro sólido
Não fiz, apenas dormi.
Sou nada e nada condiz.
Sou sonho sonhado e sonho infeliz.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Cativa, eterna

São, intensa penetração
Da carne que isola a alma, vão.
Do vento que dispara em brisa
Sou ser que te cativa, a própria prisão.
Tua pele queimada, amorena minha alma.

Te vejo toda noite em meus sonhos
Tu não tens rosto, corpo, ou qualquer tipo de imperfeição
Platão te inventou meu amor eterno.

E sempre, em meus mais profundos sonhos eu te quero
E te tenho sempre, te desejo mesmo em meus braços, te desejo, não reparto.
Tu, que sempre foges nos primeiros cantos dos galos
E no temido amanhecer... eu te perco.
Como pó de areia que fuga em mão

E tudo se torna real, imperfeito demais
Sério demais
E quando abro meus olhos tu foges pra dentro de mim
Tão dentro que não posso mais te ver
Mas não deixo de sentir
Respiras dentro de mim


Aguardo duras horas pra ter
E ao cair eterno das estrelas
Posso te ter outra vez, e outra vez...
Beijar teus lábios
Sentir teus abraços
Me fazer esquecer
Meu amor perfeito
Novamente, eu te tenho
Me cativas eternamente
Pois durmo e sonho com você.

domingo, 8 de março de 2009

Tic, Tacs, inaudíveis

Tic, no seu coração
Tac na alma dela
Por tempos não se viam
Por tempos se perderão
Em paixão incompreendida
Tomam o shake da padaria
Fujas compreensível razão!

Tic, na escuridão
Tac, faz-se a luz
Um olhar que o conduz
Torna ela mansinha em multidão
Única, no seu coração

Tic... Tac, o relógio parou
Porque você está com ela
Perdido, tuco!! encontrou amor...

terça-feira, 3 de março de 2009

Remédios

Hoje em dia existe remédio pra qualquer desilusão. Não tá gostando do trabalho? Toma remédio, otário. Não tá curtindo a terça-feira? Toma remédio, meu bem. Ah!! Ficou decepcionado? Toma remédio, toma remédio, toma remédio!

Remédio é o caralho!!

Tapar o sol com a paneira é tomar remédio anti isso anti aquilo. O que existe nessa sociedade é mal corrosiVo: depressão!


Mas depressão?!?! Qual o problema? Toma remédio!!

Toma remédio, se entope dele!

Fecha os olhos, é bem mais fácil tomar remédio...

Sociedade moderna, COVARDE!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Pra onde fugir?

Minha vontade é desaparecer novamente, como faço as vezes eu sumo de mim mesmo. Nem quero me encontrar, mergulho em qualquer pensamento comparado a nada. Então, como é bom ser burro, sem orelhas, sem olhos e paladar. Eu já não tenho o que destruir, sou o pós-explosão-atômica. Nem se quer sou a devastação, nem a nuvem molhada. Sou um velho comprimido em papiro, esqueceram de me enterrar, se quer sabem me traduzir.

Eu viro rapidamente gosma de barata tonta, apertada contra o chinelo de borracha e o chão de marmore, botão quebrado, água parada, final de carnaval, fim de verão, final de sonhos, desilusão.

Assim eu respiro melhor, dentro de mim me conheço melhor.

Essa rotina desrotinada, de repente uma mulher me liga pra comer caqui em Trancoso. Eu vou, tenho certeza que sim.

Tédio configurado

Nesta segunda suada
Esta pobre segunda depravada
Eu vejo os rostos tristes
Cansados, consumados

O cidadão anda sem vontade
Não olha, só respira
Nessa câmera de gás

Nada muda neste caos de mesmices
Tudo se consome em tecnologias e televisores a cores

Esse cheiro de tolice
Esse remorso de não viver

Eu me perco nesse marasmo
Nesse teatro de palhaços
Que representam bem o papel de escravos tristes

Isso cheira a chorume
Eu quero vomitar.
Se pudesse vomitaria na proporção de um tempestade

Só pra ver todos se limparem
E ao menos uma vez se consultarem

Porcos, imundos.
Eu quero vê-los sorrir.
E eu também sorrirei.

Bicho-homem, decadente.

Madrugada

Todos roncam
Nessa magra madrugada
Suas curvas me entopem de felicidade
Me convida pra não temer

Todos tem medo de você, minha madrugada calada
Todos dormem por você, meu bem querer
Eu te faço mulher e tu me tornas homem de verdade, sem sofrer.

Nesse relacionamento meio casual
Você não tem ciúmes de mim
Eu eu durmo todo dia
Só pra te ter toda noite
Inteirinha só pra mim.
Minha madrugada selvagem!

O principado

No bar estava sentado, acompanhado de princesas. Um mais linda do que a outra, todas competiam o reinado. Então meio embriagado ,como sempre faço, eu olhei pro lado... ah! aquela Vassala! Não tinha se quer uma coroa...

Minha vassala... virou princesinha do meu reinado!

Depois de conquistar meu coração, eu me entreguei, comprei rubis, dos mais raros daquela terra.

Eu o leão, ela a leoa. Ela a rainha eu o vassalo! er... o Rei, eu quis dizer.

Amor, desce as escadas!

Certo dia me detive sobre as labaredas do amor
Outro dia cogitei de beijar aquela boca
Outro domingo trai meus pensamentos, sou dor.

Na madrugada meio solitário demais
Eu resolvi me casar
Não tinha com quem brindar...
Nem champanhe pra gelar.

Então, parei no precipicio e traguei aquela que seria a última fumaça
Desespero!
Na corda bamba eu sorri

Lá embaixo estava uma mulher, solitária demais...
Assim, meia embriagada...
Na calada da noite...
Resolvi descer as escadas

O resto só as corujas podem contar!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Eu aprecio essa sensação, esse gosto de mergulhar em mim mesmo.
Desse medo de perder, esse jeito ousado, longincuo... brilhante.
Dessa vida que me encanta.
Desse ar de vão me pegar, vão me pegar!

Ninguém me suporta, mas todos me lem.

Fingem que não vieram me ler, mas leem.

Meu discurso é evolucionista?

Pois os velhos perderam.
Eu escrevo errado, eu mando tudo tomar no cú, com acento.

Eu sou um diamante negro um sem rumo qualquer eu sou um ato, o prêmio.

Eu prefiro me manter nas nuvens, embriagado por mim mesmo, num ceu sintilante.

Eu sinto falta do ar puro daquele lugar, das luas e constelações.

Eu sinto falta dela e ela nem imagina que sinto.
Ela nem imagina que estou escrevendo dela... ela...

Ela é você. Sim você que esta me lendo, você sabe que estou falando de você.

Não se engane, eu te quero tanto.
Eu vejo a necessidade de ir e,bora
Eu vejo o circo pegando fogo
Aqui dentro de casa... e fora dela.

Eu vejo todos me julgarem, me atormemtarem por eu ser "louco" demais.


Eu vejo todos você me julgando
Mas eu percebo que todos queriam ser como eu sei.

Eu prefiro andar numa quinta qualquer por ai
Com a garrafa de cerveja na mão
Com o cigarro na boca

Reverenciando o que?

Eu sei que sou um louco e deliquente mas eu sei que sou.

Eu assumo meu papel de ser um diabo louco e doente.

Mas eu assumo que tudo isso foi o que voce quis ser.
Humilde mas agir.

Humilde mais agir.

Antes que façam por mim...

Uma nova onda me bate, a onda de fugir novamente daqui!

Eu vou.

Tenho palavra e faço no ato.

Eu sou um inconsequente.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Sobre o Por-Vir

Eu sou o Por-vir
Eu sou o Por Vir
Eu morro a cada instante
Eu renasço a cada instante
Eu sou humilde
Eu sou o demônio
Eu sou o pregado na cruz
Eu sou aquele que cuspiu em Jesus
Eu sou o menino de rua
Eu sou o palhaço cansado
Eu sou seu feroz e pigarro
Eu sou eterno
Eu sou infinito
Eu sou contemplativo
Eu sou e nunca fui
Eu mudo a cada instante
Mas eu sei que sou

Enquanto você, caro leitor, não é.
Você é a inércia.
Você está parado.
Ausente de si mesmo


Eu sou o seu presente.
Você não é capaz.

Até que prove o contrário.
Você não será capaz de me superar até me prove o contrário.
Eu te supero a cada instante.
Eu sou seu melhor amante.


Eu sou.
Você é?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Visualize esta cena, jogue na cena.

Deslumbre o entardecer pois é hora de amanhecer.

Critique-me por fim. eu te criticarei por aqui.

Compreenda que não é capaz.

Zum zum zum....

Sublime!
Bilingue.
Most beautiful, cu.

Herwerkiouslhe!
Hai!

Blai, senguenai!!

Zum zum zum....

Tudo esta morto é hora de refletir.
Lições de moral, venha me compreender, ser imortal.

Seras antes de tudo um monte de bosta, esterco sublime, seras depois um tanto de merda e depois um monte de ratos e depois um tanto macaco. Sentiras que tudo pode serás, o Super Homem e depois compreenderas que cairas no mesmo pano, eu inflamo, eu convivo eu suplico.
Negaras a ti mesmo, negaras a mim mesmo, negaras a Deus, compreenderas estupefato.

A fé não tem pressa enquanto por mim veio se esgueirar, como uma vibora que lança diamantes, nostalgias.

Deus é maior eu tudo (se é que um dia saberas o antes de tudo).
Cairas na tentação do Divino, cairas em mãos erradas, compeenderam o furtivo, contemplaras o infinito, nada em raio doce, entenderas a melancia e engoliras o caroço podre, seras tudo isso e mais um pouco.

Mas antes de tudo eu te esvazio e se recomeçardes, tentarades a ser um calabouço.
Pare, não! Olhe... enxerga algo?
enchergo um monte de ouro...

Não seria prata, ou latão?

Não seria um encanto, comilão?

Não seria tudo aquilo que gostaria de ser...?

Ou nada que trasnparece o ser?

Ou a vida sem o além-do-homem...?
Ou seria um nada comovido de tudo??

Seria um além-do-além-homem...?

Ou seria uma noz moscada embebida em orgulho semelhante?

O que eu seria, se não fosse você?
eu seria tudo ao menos que não-ser.
Veja, um calabouço!

Vejo, ervas daninhas.

Veja um rato de Prada.

Veja um novo rumor.

Veja o eterno retorno!

Veja! um retorno que não está Por Vir.
O que procura?
A mim mesmo.
Encontrou
Perdi.
Achou!
Perdi.
Solucionei.
Faz-me rir.
Rio de ti.
Rio de mim mesmo.
Sou pior que o palhaço.
Sou pior que ti.
Sou melhor que nada.
Sou tudo e mais um pouco.
Sou aquilo que esta Por Vir.
Por Vir.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Dos pregadores da morte

"Há pregadores da morte e a terra está cheia de indivíduos a quem é preciso pregar a renúncia a vida.
A terra está cheia de supérfluos e os que estão aí em demasia estragam a vida. Tirem-nos desta com o engodo da "eterna".
Esses temíveis que sequer se tornaram homens ainda. Que preguem pois, a renúncia à vida e que eles também desapareçam!
Vós todos que amais o trabalho selvagem e tudo o que é rápido, novo, desconhecido, mal suportai-vos a vós mesmos. Vossa atividade é fuga e vontade de vos esquecerdes de vós mesmos.
Por toda a parte ressoa a voz dos que pregam a morte e a terra está cheia daqueles a quem convém pregar a morte.
Ou a "vida eterna" - que para mim é o mesmo -, contando que se vão depressa.

Assim falou Zaratustra.

"

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

De-me seu odio, eu pago com amor.

Do que você precisa pra viver?

Diga-me do que precisa pra viver?

Uma mansão? Um carro de luxo? Cifras inegotáveis em sua conta?

Não.

Você sabe de que precisa pra viver.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

:
meu unico pedido é que comece a pensar na existência de Deus.
~ diz:
pare e comece a observar melhor o mundo a sua volta, Ele estara sorrindo a todo instante, basta enxergar o que muitas vezes não queremos ver.

Deus é justo e seu amor é eterno, nunca deixe de sonhar, ajude os necessitados, os humildes e carentes.

Saiba perdoar.

Compreenda os outros,.

Acima de tudo ame Deus.

Guilherme Furlan Ramos

Guilherme Furlan

Sobre o ódio

O ódio é uma cólera da humanidade, servido em prato fundo e frio. O ódio ruim é por si só um monte de bosta dos piores fedores. Fedor este que de tão ruim não se sente pelo nariz, mas sim pelo coração da enfermidade.

Odeio seu ódio de óleo mal pago pela carne.

Cuidado ao roubar idéias

Se por algum dia, roubarem minhas idéias ,o ladrão, quando cair em sã consciência, saberá o quão precioso é o diamante que tem na mão, e dias depois saberá que o existem dois únicos compradores, um sou eu.

Sobre o sentimento de superioridade

Não existe um ser superior.

Apenas Deus.

Mas sim superioridades honestas, partidas, compartilhadas.
Onde um é burro o outro é esperto e onde este mesmo burro é esperto o esperto é burro.

Por isso muito cuidado sobre seus sentimentos de superioridades, porque é nelas que vejo suas maiores fragilidades. E as minhas.
Quem quer, quer.

Quem quer mas finge que não quer é um subordinado de si mesmo. Quem quer, mas não sabe que quer é um perdido de si mesmo. Quem não quer mas finge querer é um patife.

Quem quer, sabe que quer e age pelo seu querer é o dono de si mesmo.
"Detesto as vítimas quando elas respeitam os seus carrascos".
Jean-Paul Sartre

Enquanto muitos leem e tentam compreender, eu leio, tento compreender e no melhor dos casos entendo. Quando entendo, posso incorporar pra mim, ou não. O que por uma noite qualquer você (caso não entenda) diria:

"Nossa! esse cara é o diabo, incorporado".

Entendeu?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Madrugada qualquer

Consumo minha própria chama, desisto de voar em instantes, prometo morrer minha amante. Desisto por algumas horas, eu prefiro esta maldita solidão encravada no meu peito. Quero sair, quero fumar e beber... esquecer de mim mesmo, sozinho em algum lugar onde em pensamento todos dormem, eu me consumo via vida-morte. Não me sinto cansado, eu só quero ir embora, tudo de novo, e neste ato impulsivo eu revivo tudo novamente, meu eterno retorno. Se perco esta fadonha batalha eu conquisto minhas lágrimas, eu destruo meu coração eu me observo e rio como um palhaço, repito a música num atestado de óbito, ação.

Não chore por mim, por hoje eu já morri. Nesta noite beijo minha modesta solidão, novamente eu a tenho em minhas mãos, e massacro meus sentidos, eu quero me destruir, me esmagar pro por vir.

Eu quero um estado de lamentação.
Porque nele eu me supero e nada é são, nunca em vão.

Se pudesse mulher, saber o poder de compartir, sentiria uma fornalha que arde, bem aí no seu gelado coração.

Volte e cena, eu aceno e sorrio, eu menti. E você insiste em sorrir... eu quero ver tuas lágrimas cairem!

...minha vez, menina-mulher...

Porque sou o único que pode te fazer feliz, esse ator impuro, pecador, que aceita o diabo e rejeita os anjos impostos no telhado.

Um beijo sela essa verdadeira comunhão.

Não sorria, eu te traí.

Pronto. Pode dormir... e eu imponho teus sonhos: sonharás comigo hoje e amanhã e depois e depois e depois...






Tudo porque nos apaixonamos.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sobre coragem


O que é a coragem?

Pra isso devemos primeiramente saber o que é a falta dela... sem coragem permanecemos incabados, puros, pouco humanos. Para se ter coragem primeiramente é necessário ser ousado, quebrar parâmetros, regras pré-estabelecidas (o mundo está cheio delas). O carojoso é antes de tudo um louco, mas seguro de si mesmo.

O que seria do mundo sem os carajosos?
Estaríamos na merda.

O carajoso é aquele que constrói e destrói. Dificilmente encontramos pessoas verdadeiramente corajosas, a maioria (infelizmente) não passa de negativistas, conformados e desprovidos de pensamento próprio. Para essas pessoas reserva-se o auditório, para os loucos-poucos-corajosos reserva-se o palco do mundo. Onde tudo realmente acontece.

É a vida.

Aprendi

Aprendi a me permitir, aprendi a errar, fazer e cortar.
Aprendi a chorar e rir das minhas lágrimas, aprendi a viver comigo, minha melhor companhia, mim.
Aprendi abraçar minha própria alma, sinto falta da solidão, um pouco, confesso...
Aquela solidão virou passado, aprendi a conviver sozinho e comigo mesmo.
Não que não precise da minha família, dos meus amigos, do meu amor platônico, longe disso!

Mas aprendi a amar a mim mesmo, eu sou minha melhor companhia, meu melhor amigo, meu melhor pai, mãe e amigo.

... aprendi a desaprender o que é estar sozinho.

Aprendi, conheço um cisco doce da liberdade de mim mesmo.

Eu vivo bem assim.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A chefa e o subordinado

Até quando esse jogo de borboletas? Até quando vai negar o amor do subordinado, chefa corrupta, corrupção do coração, explosão... é tudo em vão. Teus sentimentos me atormentam minha chefa. Me leva pro teu escritório, me faça homem na verdade. Deixa eu encostar a vida alheia de tudo, uma noite é veneno demais... e pro resto da vida seremos eternamente felizes. E nada mais.

Ela sonha com eles

Ela sonha com eles, envolta em bel prazer... tranquila olha pra todos, molhada sente todos, os dois, os três uma carta num jogo de xadrez. Ela me quer tanto e tão pouco que desiludida é ainda uma velha criança... desesperada segue em frente. Tudo um dia vai melhorar... e ela, bela ninfa num mar de rosas torna sereia encantada.

A indecisão é uma carne de abutre, viver em cima do muro é uma procriação de vermes. cá deste lado sobrevivem os fortes, do outro, os fracos. Ou seria cá dentro a força que procura, menina-mulher...

Se estou tão longe de ti é porque assim o quis. Teus princípios aborrecem a minha alma, valorosa, cheia de espinhos tu és a rosa. Teus cabelos cheirando a aniz, tua pele delicada é toque de giz. Cera, viva, o mel da abelha, puro e doce.


Eu prefiro acordar a noite, num chocolate meio assim, amargo demais, eu como uma caixa inteira e antes que me bata o arrependimento eu sinto o prazer do vento, a orgia do chocólatra.

Esta, a mesma orgia com que tanto sonha, menina-mulher...

Sobre vidas

Puro de lixo, contaminado, introvertido. Voltado pro pro prio saco. Você é um grande monte de bosta, pesado, quase dejajeitado, incurtido, desmedido, perdido e insatisfeito. Acorde anta, paralítico do lado direito. Você faz tudo errado, não me entende...?

Eu sobrevivi aos pesadelos mas eles me atormemtam sempre que despertam. geralmente a noite, com duas irmãs a minha frente... eu desejo as duas, comigo... sozinho... nessa terça indiferente.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Borboletinha, poti poti

Quão belas és minha borboletinha, teu bater de asas libera um perfume exorbitante. Tuas anteninhas me revelam que o coração manda na carne, amante. Tão bela minha borboleta, te beijo a todo instante, te quero beber numa taça de vinho. Te quero te ter assim comigo. Boboletinha, bate as asas e voa pra ponta do meu nariz. Não te farei mal algum, tenho duas mãos que poderiam de amassar, mas como os dentes do leão, eu sei te tratar mui bem minha leoa, ops, borboletinha estonteante.
As putas estão tristes, os puteiros estão vazios. Os cafetões tomam café, frio. O vento é gelado e o ar é sombrio. Num passar de olhos rápidos eu encontro o meu amor, encantado eu me vou. Ando mais alguns tantos metros, topo com um palhaço que bebe uma cachaça velha e sem gosto. Enquanto rio do palhaço, ele prontamente olha pra mim... joga do líquido na minha cara.
hahahaha
é água seu otário.!
De dia sou um cão feroz, babante, com os pelos tosados e as patas andantes. Ao entardecer uma manobra cuida de me tornar um cão, desta vez feroz. Nas primeiras estrelas dessa cidade imunda eu me torno a besta, não tenho chifres nem uso escapulários, eu sou apenas a sombra do dia, ou seria no dia que gero a sombra da noite?
Eu sou um vampiro que suga o sangue quente de mim mesmo, não preciso do seu pescoço, caro leitor, eu preciso apenas do seu sorriso e sua companhia, as vezes.
Tantas outras prefiro andar queto, calado, observo a manada de cordeiros, de carneirinhos voltando pro lar. Um bando de larvas, eu sou o corvo. Mas engana-se aquele que pensa mal do corvo, do morcego e da coruja. São todos passáros divinos, esculpidos por mãos de platina.
Enquanto dorme sua noite sossegado eu rezo para que um convite me lamba a face, uma vontade de sair dessa cadeira barulhenta e topar um convite de meu id... pra noite onde tudo pode apenas acontecer.
Eu quero, e não falho.
Procuro no tabaco o cheiro do mato queimado, nas mil faces que atravessam meu espirito alguma carne que se dê o valor. Nada, tudo é mudo e calado de hipocrisia, tudo é calmo e sereno por demasia. A cobra destila o sangue corrente, mas os camundongos nem pensam em correr, nem socorrer os camundonguinhos, os filhos da peste. Se pudesse optar optaria por topar com a cobra, mas se pudesse escolher escolheria ser a mim mesmo, a águia que tritura a cobra. Essa serpente rastejante. Se aproveita dos fracos para coibir os oprimidos.
Minhas garras ainda tocam suas escamas e sente o veneno sem que ao menos eu tenho o liquido pra destilar, minha garra é mortal, o sufrágio dos vencidos. Eu voo enquanto tu rastejas. Serpente imoral.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Dualismo e choque eterno

Uma parte de mim se despede, sente saudade da terra quente e pecaminosa. Sente falta do cheiro do mato, do capim santo, do sorvete e do ar delicado. Sente necessidade de ver o sol nascer noutra obra fantástica, noutro ar surreal e sublime. Sente falta das mulheres cheirosas, dos olhares atravessados, das necessidades do macho.
Outra parte por aqui reside, é forte e sente falta do ar poluído, do caos da cidade, do movimento contínuo, da busca pelo maço, dos passos aterrorizados, do jeans, do barulho e do diesel queimado. Sente necessidade da correria do capital financeiro, das antenas e para raios. Sente o sangue correr mais rápido, das mulheres de traje pesado, do farol e das constelações de prédios, gigantes, enfurecidos. Desses humanos emputecidos.
Eu sou esses dois espíritos, essas duas almas errôneas, loucas pelo desconhecido. Lutam em constante harmonia. É isso o que sou, esse favorito dualismo, essa rinha de galos, sou tudo e mais um pouco, num mágico mistério proporcionado pelo mel da vida, as vezes doce, as vezes amargo.
Esse eterno choque de mim mesmo comigo mesmo.
Dualismo.
Pluralismo.
Num ser único, num sorriso, depois da lágrima, o sal.
Tua pele morena me quebra as regras. Eu te olho mesmo ao lado dela, ela percebe e te olha também, todos te olham mulher. Mas sei que só tens olhares pra mim. Por mais incompreensível que sejas tua paixão, eu sou um fundo de verdade. Teus olhos só tem olhares pra mim, os beijos frios nos outros rapazes são quentes quando pensa em mim. Eu e você seremos um dia sol e lua, chuva e sol, vento e brisa, choro e lágrimas. Eu te amarei como nunca o infinito te amaras, eu suportarei tuas indecisões, mas não suportarei viver longe de ti. Porque és mulher e sou o homem do Por Vir. Teu homem, minha mulher.

Cãmback

Estou de volta, como numa sombra doce representada por algodão azul claro, doce. Estou retornado, conheci o inferno quente e a brisa do céu. Voltei transtornado, transtornado de idéias e sentimentos bons. Sou um vestigio de poeira que voa do ouro retirado do marfim. Sou contemplado por ninfas e Netuno. Soy la prueba e la nota vertiginosa.
Vertigem, frio na barriga, levanto voo. Entorto a nuvem, branca, doce, cidade velha, meu amor. Vim te ver, porque sei te amar.
Eu sou o colapso de que tudo um dia vai acabar, pois sou ciclo e torno a sonhar, antes que mudem todas as perguntas eu nunca saberei as respostas.
A questão de inflar o ego, enaltecer a vírgula e pular o ponto, ponto. Fim.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Passeio de bicicleta

Num passeio de bicicleta
Saí pra sacar dinheiro
Um vento assim me leva
Pra mulher dos meus anseios


Eu não enxergo mas ele me olha
E me chama assim pelo nome:
Guiiiiiiii!!
É quando aquele simples passeio
Apenas para sacar dinheiro
Torna-se um momento mágico


É quando olho nos olhos dela
E vejo aquela mulher sorrir
Percebo então que é ela
Decido na noite sair

Só pra ver se encontro com ela
Só pra ver aquela mulher... e sentir.

Duass Uma

Duas opções
Duas maneiras de atrevimento
Duas bailarinas da noite
Dois sorrisos maravilhosos
Duas, em uma única cena.
Uma pisca os olhos verdes e seu sorriso é mágico
A outra brilha no descompasso dos passos, linda.
Com meus dois olhos observo a mesma cena...
A vida parece me ludibriar ao atrevimento
Como posso escolher entre duas beldades do Atlântico?
Duas...
Dois caminhos...
Se escolho uma perco a outra, se escolho a outra perco uma...
A vida é feita de escolhas
E eu tive que escolher, uma.

Quando pensamos que temos todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.

Fui invadido por esse pensamento ontem, nas primeiras horas da manhã. Após mais uma noite intensa de festas, quando tudo parecia caminhar para um desfecho quase suportável... tive a brilhante idéia de me banhar na ducha gelada e convidativa. Como pude cometer erro tão falho?
Não digo de me molhar, mas sim de deixar o meu celular com todos os meus contatos profissionais e pessoais armazenados no aparelhinho branco, dentro do bolso da bermuda...


Com o sol rachando qualquer mente que se atrevia a andar em meio aos intensos raios solares lá estava eu, desolado, bêbado, molhado e com um celular pifado.

Foi um belo desfecho pra minha noite.
Isso porque ainda não me atrevi a contar o que aconteceu as horas intensas antes da água tocar meu pequeno celular.


...mais um dia em Trancoso..

domingo, 4 de janeiro de 2009

03/01/09

Sobre as vielas infinitas eu caminho, sozinho. O lugar beira um mistério absoluto, as luzes das velas douram o ambiente, deixando tudo mais belo e ao mesmo tempo triste. Triste por estar sozinho em um lugar tão belo. Mas até aqui a tristeza da solidão tem um ar de principado, um ar de história...
Sinto a falta de um amor que nunca tive, ando procurando Ela pelas vielas, pelas ruas estreitas ou o descampado do quadrado. Mas Ela não existe, não por enquanto... existe apenas como um discurso metafisico, uma desculpa para caminhar sendo que Ela está mais dentro do meu coração do que fora do ambiente. O mundo externo é apenas um lindo pano de fundo, de um amor que está por vir.
E nada pode provar o contrário.



http://www.youtube.com/watch?v=vQVeaIHWWck&feature=related