quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Procuro no tabaco o cheiro do mato queimado, nas mil faces que atravessam meu espirito alguma carne que se dê o valor. Nada, tudo é mudo e calado de hipocrisia, tudo é calmo e sereno por demasia. A cobra destila o sangue corrente, mas os camundongos nem pensam em correr, nem socorrer os camundonguinhos, os filhos da peste. Se pudesse optar optaria por topar com a cobra, mas se pudesse escolher escolheria ser a mim mesmo, a águia que tritura a cobra. Essa serpente rastejante. Se aproveita dos fracos para coibir os oprimidos.
Minhas garras ainda tocam suas escamas e sente o veneno sem que ao menos eu tenho o liquido pra destilar, minha garra é mortal, o sufrágio dos vencidos. Eu voo enquanto tu rastejas. Serpente imoral.

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