terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Madrugada qualquer

Consumo minha própria chama, desisto de voar em instantes, prometo morrer minha amante. Desisto por algumas horas, eu prefiro esta maldita solidão encravada no meu peito. Quero sair, quero fumar e beber... esquecer de mim mesmo, sozinho em algum lugar onde em pensamento todos dormem, eu me consumo via vida-morte. Não me sinto cansado, eu só quero ir embora, tudo de novo, e neste ato impulsivo eu revivo tudo novamente, meu eterno retorno. Se perco esta fadonha batalha eu conquisto minhas lágrimas, eu destruo meu coração eu me observo e rio como um palhaço, repito a música num atestado de óbito, ação.

Não chore por mim, por hoje eu já morri. Nesta noite beijo minha modesta solidão, novamente eu a tenho em minhas mãos, e massacro meus sentidos, eu quero me destruir, me esmagar pro por vir.

Eu quero um estado de lamentação.
Porque nele eu me supero e nada é são, nunca em vão.

Se pudesse mulher, saber o poder de compartir, sentiria uma fornalha que arde, bem aí no seu gelado coração.

Volte e cena, eu aceno e sorrio, eu menti. E você insiste em sorrir... eu quero ver tuas lágrimas cairem!

...minha vez, menina-mulher...

Porque sou o único que pode te fazer feliz, esse ator impuro, pecador, que aceita o diabo e rejeita os anjos impostos no telhado.

Um beijo sela essa verdadeira comunhão.

Não sorria, eu te traí.

Pronto. Pode dormir... e eu imponho teus sonhos: sonharás comigo hoje e amanhã e depois e depois e depois...






Tudo porque nos apaixonamos.

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