Consumo minha própria chama, desisto de voar em instantes, prometo morrer minha amante. Desisto por algumas horas, eu prefiro esta maldita solidão encravada no meu peito. Quero sair, quero fumar e beber... esquecer de mim mesmo, sozinho em algum lugar onde em pensamento todos dormem, eu me consumo via vida-morte. Não me sinto cansado, eu só quero ir embora, tudo de novo, e neste ato impulsivo eu revivo tudo novamente, meu eterno retorno. Se perco esta fadonha batalha eu conquisto minhas lágrimas, eu destruo meu coração eu me observo e rio como um palhaço, repito a música num atestado de óbito, ação.
Não chore por mim, por hoje eu já morri. Nesta noite beijo minha modesta solidão, novamente eu a tenho em minhas mãos, e massacro meus sentidos, eu quero me destruir, me esmagar pro por vir.
Eu quero um estado de lamentação.
Porque nele eu me supero e nada é são, nunca em vão.
Se pudesse mulher, saber o poder de compartir, sentiria uma fornalha que arde, bem aí no seu gelado coração.
Volte e cena, eu aceno e sorrio, eu menti. E você insiste em sorrir... eu quero ver tuas lágrimas cairem!
...minha vez, menina-mulher...
Porque sou o único que pode te fazer feliz, esse ator impuro, pecador, que aceita o diabo e rejeita os anjos impostos no telhado.
Um beijo sela essa verdadeira comunhão.
Não sorria, eu te traí.
Pronto. Pode dormir... e eu imponho teus sonhos: sonharás comigo hoje e amanhã e depois e depois e depois...
Tudo porque nos apaixonamos.
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