segunda-feira, 9 de março de 2009

Cativa, eterna

São, intensa penetração
Da carne que isola a alma, vão.
Do vento que dispara em brisa
Sou ser que te cativa, a própria prisão.
Tua pele queimada, amorena minha alma.

Te vejo toda noite em meus sonhos
Tu não tens rosto, corpo, ou qualquer tipo de imperfeição
Platão te inventou meu amor eterno.

E sempre, em meus mais profundos sonhos eu te quero
E te tenho sempre, te desejo mesmo em meus braços, te desejo, não reparto.
Tu, que sempre foges nos primeiros cantos dos galos
E no temido amanhecer... eu te perco.
Como pó de areia que fuga em mão

E tudo se torna real, imperfeito demais
Sério demais
E quando abro meus olhos tu foges pra dentro de mim
Tão dentro que não posso mais te ver
Mas não deixo de sentir
Respiras dentro de mim


Aguardo duras horas pra ter
E ao cair eterno das estrelas
Posso te ter outra vez, e outra vez...
Beijar teus lábios
Sentir teus abraços
Me fazer esquecer
Meu amor perfeito
Novamente, eu te tenho
Me cativas eternamente
Pois durmo e sonho com você.

Um comentário:

Tarcísio Piucco disse...

tá quase lá man. leia mais..
saudade.
abraço