Nesta segunda suada
Esta pobre segunda depravada
Eu vejo os rostos tristes
Cansados, consumados
O cidadão anda sem vontade
Não olha, só respira
Nessa câmera de gás
Nada muda neste caos de mesmices
Tudo se consome em tecnologias e televisores a cores
Esse cheiro de tolice
Esse remorso de não viver
Eu me perco nesse marasmo
Nesse teatro de palhaços
Que representam bem o papel de escravos tristes
Isso cheira a chorume
Eu quero vomitar.
Se pudesse vomitaria na proporção de um tempestade
Só pra ver todos se limparem
E ao menos uma vez se consultarem
Porcos, imundos.
Eu quero vê-los sorrir.
E eu também sorrirei.
Bicho-homem, decadente.
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