domingo, 29 de novembro de 2009

Auto-retrato com máscaras

O espaço é frágil, solúvel, delicadamente robusto, esbelto, cheio de cores e estilos... mas profundamente caem as máscaras, os sorrisos, os disfarces.
Tudo é cuidadosamente aparente para se formar maquiagem, conceitos... na linguagem é tudo marketing, é tudo sólido, por trás, água salgada que corre do olho, problemas... e quem sabe encontram-se soluções... Encontram-se, sim, mas perdem-se mais.

As vezes sinto vontade de rir, porque sinto que no fundo é tudo piada, é acreditar no disfarce. E de leve, sorrio, por dentro gargalho, porque bem sei que no fundo tudo é máscara, é saudade do útero, do abstrato, do insolúvel. É tudo saudade, de um tempo que não foi, não passou, não chegou. É tempo de tempo algum, que ainda acreditamos que há de chegar.

Pois que me caem os difarces. Sei que caem.
E por mais que tente acreditar, sempre cai... mas com outra máscara posta cuidadosamente em seu lugar.